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Arquivos diários: Fevereiro 13th, 2008

O sistema solar é constituído pelo Sol e pelo conjunto dos corpos celestes que se encontram no seu campo gravítico, e que compreende os planetas, e uma miríade de outros objectos de menor dimensão entre os quais se contam os planetas anões e os corpos menores do Sistema Solar (asteróides, transneptunianos ecometas)

Ainda não se sabe, ao certo, como o sistema solar foi formado. Com o conhecimento de vários outros sistemas planetários em volta de outras estrelasque desafiam a noção clássica da formação de sistemas planetários, a formação destes é hoje tema de debate.

O Sol começou a brilhar quando o núcleo atingiu 10 milhões de graus Celsius, temperatura suficiente para iniciar reações de fusão nuclear. A radiação acabou por gerar um vento solar muito forte, conhecido como “onda de choque”, que espalhou o gás e poeira restantes das redondezas da estrela recém-nascida para os planetas que se acabaram de formar a partir de colisões entre os protoplanetas.

Próximos do Sol encontram-se os quatro planetas telúricos, que são compostos de rochas e silicatos, são eles Mercúrio, Vénus, Terra e Marte. Depois da órbita de Marte encontram-se quatro planetas gasosos (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno ou Neptuno).

Mercúrio é o mais próximo do Sol, a uma distância de apenas 57,9 milhões de quilômetros, enquanto Neptuno está a cerca de 4500 milhões de quilômetros.

A dimensão astronômica das distâncias no espaço

Para se ter a noção da dimensão astronômica das distâncias no espaço é interessante fazer uns cálculos e arranjar um modelo que nos permita ter uma percepção mais clara do que está em jogo. Imaginemos, por exemplo, um modelo reduzido em que o Sol estaria representado por uma bola de futebol (de 22 cm de diâmetro). A essa escala, a Terra ficaria a 23,6 metros de distância e seria uma esfera com apenas 2 mm de diâmetro (a Lua ficaria a uns 5 cm da Terra, e teria um diâmetro de uns 0,5 mm). Júpiter e Saturno seriam berlindes com cerca de 2 cm de diâmetro, respectivamente a 123 e a 226 metros do Sol. Plutão ficaria a 931 metros do Sol, com cerca de 0.36 mm de diâmetro. Quanto à estrela mais próxima, a Proxima Centauri, essa estaria a 6332 km do Sol! E a estrela Sírio a 13150 km.

Se demorasse 1 hora e um quarto a ir da Terra à Lua (a uns 257000 km/hora), demoraria umas 3 semanas (terrestres) a ir da Terra ao Sol, uns 3 meses a ir a Júpiter, 7 meses a Saturno e uns 2 anos e meio a chegar a Plutão e deixar o nosso sistema solar. A partir daí, a essa velocidade, teríamos de esperar uns 17600 anos até chegar à estrela mais próxima! E 35 000 anos até chegarmos a Sírio!

Planetas anões

Planeta anão é um corpo celeste muito semelhante a um planeta, dado que orbita em volta do Sol e possui gravidade suficiente para assumir uma forma com equilíbrio hidrostático (aproximadamente esférica), porém não possui uma órbita desempedida, orbitando com milhares de outros pequenos corpos celestes.

Ceres, que até meados do século XIX era considerado um planeta principal, orbita numa região do sistema solar conhecida como cinturão de asteróides. Por fim, nos confins do sistema solar, para além da órbita de Neptuno, numa imensa região de corpos celestes gelados encontram-se Plutão  e o recentemente descoberto Éris. Até 2006, considerava-se, também, Plutão como um dos planetas principais. Hoje, Plutão, Ceres e Éris são considerados como “Planetas Anões”.

Luas

Satélites naturais ou luas são objetos de dimensões consideráveis que orbitam os planetas. Compreendem pequenos astros capturados dacintura de asteróides, como as luas de Marte e dos planetas gasosos, até astros capturados da cintura de Kuiper como o caso de Tritão no caso de Neptuno ou até mesmo astros formados a partir do próprio planeta através do impacto de um protoplaneta, como o caso da Lua da Terra.

Os planetas gasosos têm pequenas partículas de pó e gelo que os orbitam em enormes quantidades, são os chamados anéis planetários, os mais famosos são os anéis de Saturno.

Corpos menores

A classe de astros chamados “corpos menores do sistema solar” inclui vários objetos diferenciados como são os asteróides, os transneptunianos, os cometas e outros pequenos corpos.

Asteróides

Os asteróides são astros menores do que os planetas, normalmente em forma de batata, encontrando-se na maioria na órbita entre Marte e Júpiter e são compostos por partes significativas de minerais não-voláteis. Estes são subdivididos em grupos e famílias de asteróides baseados em características orbitais específicas. Nota-se que existem luas de asteróides, que são asteróides que orbitam asteróides maiores, que, por vezes, são quase do mesmo tamanho do asteróide que orbitam.

Os asteróides troianos estão localizados nos pontos de Lagrange dos planetas, e orbitam o Sol na mesma órbita que um planeta, à frente e atrás deste.

As sementes das quais os planetas se originaram são chamadas de planetésimos: são corpos subplanetários que existiram durante os primeiros anos do sistema solar e que não existem no sistema solar recente. O nome é também usado por vezes para referir os asteróides e os cometas em geral ou para asteróides com menos de 10 km de diâmetro.

Centauros

Os centauros são astros gelados semelhantes a cometas que têm órbitas menos excêntricas e que permanecem na região entre Júpiter e Netuno, mas são muito maiores que os cometas. O primeiro a ser descoberto foi Quíron, que tem propriedades parecidas com as de um cometa e de um asteróide.

Transnetunianos

Os transnetunianos são corpos celestes gelados cuja distância média ao Sol encontra-se para além da órbita de Netuno, com órbitas superiores a 200 anos e são semelhantes ao centauros.

Pensa-se que os cometas de curto período sejam originários desta região. Os planetas anões Plutão e Éris encontram-se, também, nesta região.

O primeiro transnetuniano foi descoberto em 1992. No entanto, Plutão, que já era conhecido há quase um século, orbita nesta região do sistema solar.

Cometas

A maioria dos cometas tem três partes: 1. um núcleo sólido ou centro; 2. uma cabeleira, ou cabeça redonda que envolve o núcleo e consiste em partículas de poeira misturadas com àgua, metano e amoníaco congelados; e 3. uma longa cauda de poeira e gasese que escapam da cabeleira.

Os cometas são compostos largamente por gelos voláteis e com órbitas bastante excêntricas, geralmente com um periélio dentro das órbitas dos planetas interior e com afélio para além de Plutão. Cometas com pequenos períodos também existem; contudo, os cometas mais velhos que perderam todo o seu material volátil são categorizados como asteróides. Alguns cometas com órbitas hiperbólicas podem ter sido originados de fora do sistema solar.

De momento, os astros da nuvem de Oort são hipotéticos e encontram-se em órbitas entre os 50 000 e os 100 000 UA, e pensa-se que esta região é a origem dos cometas de longo período.

O novo planetóide Sedna com uma órbita bastante elíptica que se estende por cerca de 76 a 928 UA, não entra como é óbvio nesta categoria, mas os seus descobridores argumentam que deveria ser considerado parte da nuvem de Oort.

Meteoróides

Os meteoróides são astros com dimensão entre 50 metros até partículas tão pequenas como pó. Astros maiores que 50 metros são conhecidos como asteróides. Controversa continua a dimensão máxima de um asteróide e mínima de um planeta. Um meteoróide que atravesse a atmosfera da Terra passa a se denominar meteoro; caso chegue ao solo, chama-se meteorito.

Fonte:

 Ver aqui a imagem

 

Uma placa tectónica é uma porção de litosfera limitada por zonas de convergência, zonas de subducção e zonas conservativas. Actualmente, aTerra tem sete placas tectónicas principais e muitas mais sub-placas de menores dimensões. Segundo a teoria da tectónica de placas, as placas tectónicas são criadas nas zonas de divergência, ou “zonas de rifte”, e são consumidas em zonas de subducção. É nas zonas de fronteira entre placas que se regista a grande maioria dos terramotos e erupções vulcânicas. São actualmente reconhecidas 52 placas tectónicas, 14 principais e 38 menores.

Limites convergentes

São, de modo geral, zonas de subducção, onde as placas se encontram e colidem. Uma delas mergulha por debaixo da outra e regressa àastenosfera. Existem três tipos de convergência:

  • Convergência crosta oceânica-crosta continental

Quando isso acontece, geralmente formam-se fossas abissais.Um exemplo é a fossa Peru-Chile, onde a placa de Nazca mergulha sob aplaca Sul-americana. A zona de convergência entre uma placa oceânica e uma placa continental é chamada de margem continental ativa.

  • Convergência crosta oceânica-crosta oceânica

Nesses casos, formam-se arcos vulcânicos, como nas ilhas Marianas (placa do Pacifico e placa das Filipinas)

  • Convergência crosta continental-crosta continental

Nestes casos é muito difícil que uma placa uma mergulhe sobre a outra. Às vezes uma placa sobrepõe-se sobre a outra, num movimento deobducção. Pode ocorrer também a colisão entre as placas e a formação de cadeias de montanhas. O exemplo mais conhecido é o choque daplaca Euro-Asiática com a indiana, que deu origem à cadeia dos Himalaias.

Limites divergentes

Também chamados cristas em expansão ou margens construtivas, porque nesses limites está sendo criada nova crosta oceânica a partir de magma vindo do manto, que causa o afastamento das placas tectónicas. São exemplos de formações de limites divergentes as cordilheiras submarinas meso-oceânicas.

Placas principais


Placas menores


Placas no interior de orógenos

Alguns modelos identificam mais algumas placas menores no interior de orógenos actuais:


Placas antigas

Tectónica de placas é uma teoria da geologia desenvolvida para explicar o fenómeno da deriva continental, sendo a teoria actualmente com maior aceitação entre os cientistas que trabalham nesta área. Na teoria da tectónica de placas a parte mais exterior da Terra está composta de duas camadas: a litosfera, que inclui a crusta e a zona solidificada na parte mais externa do manto, e a astenosfera, que inclui a parte mais interior e viscosa do manto. Numa escala temporal de milhões de anos, o manto parece comportar-se como um líquido super-aquecido e extremamente viscoso, mas em resposta a forças repentinas, como os terramotos, comporta-se como um sólido rígido.

A teoria da tectónica de placas surgiu a partir da observação de dois fenómenos geológicos distintos: a deriva continental, identificada no início do século XX, e a expansão dos fundos oceânicos.

Fontes:

Existem duas linhas de interpretação da evolução passada da Terra e uma que as une.

Catastrofismo

Segundo o catastrofismo as mudanças ocorridas seriam pontuais, dirigidas e sem ciclidade

Uniformitarismo

  • Os acontecimentos do passado são resultado de forças da Natureza idênticas às que se observam hoje em dia (Actualismo Geológico);
  • Os acontecimentos geológicos são o resultado de processos lentos e graduais da Natureza (Gradualismo).

Assim James Hutton concluiu que “O presente é a chave do passado”.

As leis da natureza são constantes. Assim o estudo dos processos geológicos atuais permite interpretar a evolução geológica, “encaixando” os registos geológicos impressos nas rochas e em suas estruturas como em um quebra-cabeças.

Neocatastrofismo

Esta teoria reconhece o uniformitarismo como o guia principal para entender os processos geológicos, mas não exclui catástrofes ocasionais que enham contribuido para eventuais alterações localizadas na superficie terrestre.

Fonte:

  • http://pt.wikipedia.org/wiki/Uniformitarismo
  • Amparo Dias da Silva, Almira Fernandes Mesquita, Fernanda Gramaxo, Maria Ermelinda Santos,Ludovina Baldaia e José Mário Félix, Terra, Universo de Vida – Biologia e Geologia – 10.º ou 11.º (Ano 1),Porto Editora, 2007, 192 páginas, ISBN: 978-972-0-42170-8

Ver Imagem

 

Em física nuclear, a datação se caracteriza pela técnica de classificação etária de objetos (como minerais, fosséis etc.) que utiliza a lei de decaimento radiativo de um determinado nuclídeo:
Datação absoluta, como por exemplo a datação radiométrica.

Há, contudo, outras possibilidades de datação:
A datação relativa

  • Datação relativa

Datação relativa é um dos grandes desafios dos geólogos e paleontólogos. Para isso tiveram que encontrar métodos de determinar a idade de uma rocha ou de um fóssil, isto é, saber há quanto tempo eles se formaram e na datação relativa eles comparam a disposição de estratos de que sabem aproximadamente a data de origem e comparam com os fósseis.

  • Datação absoluta

A datação radiométrica é o procedimento do cálculo da idade absoluta de uma rocha e dos minerais que contém certos radioisótopos ( isótopos radioativos ).

Este processo de datação baseia-se na tendência que certos átomos de elementos químicos demonstram para emitirem partículas e radiação a partir dos seus núcleos instáveis, esta emissão designa-se por radioactividade.

Quando um núcleo radiactivo se desintegra, os produtos formados podem ser instáveis, desintegrando-se posteriormente até encontrar um equilíbrio. A transformação nuclear desinga-se decaimento radioactivo.

Fonte:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Datação

http://pt.wikipedia.org/wiki/Datação_relativa

http://pt.wikipedia.org/wiki/Datação_radiométrica

Observe an animation of metamorphic rocks forming.

  • Metamorfismo de contacto – Este tipo de metamorfismo ocorre em rochas situadas perto de intrusões magmáticas e arredores. Quando se dá a intrusão magmática, são emanadas temperaturas altíssimas que rondam os 1000º C. Conclui-se de imediato que neste tipo de metamorfismo o calor é o principal factor em questão. Ao passar através das rochas, o calor vai actuar sobre os minerais constituintes das mesmas provocando fenómenos de recristalização. Automaticamente forma-se um anel de rochas metamórficas em torno desse mesmo maciço. A espessura desse anel depende das dimensões da intrusão, bem como da ” disposição ” da rocha em acusar vivamente qualquer influência externa.
  • Metamorfismo regional – O metamorfismo regional revela-se em grandes extensões da crosta terrestre, onde existem séries complexas de xistos cristalinos. Tudo indica que a sua formação está relacionada com os grandes movimentos orogénicos, produzidos nos geossinclinais. Nestas regiões, uma sedimentação muito activa e o abaixamento progressivo da superfície terrestre fazem com que as rochas fiquem sujeitas a temperaturas muito elevadas. Devido a este aquecimento, a crosta, nos níveis superficiais, expande-se para cima, sofrendo portanto grandes pressões laterais da região envolvente. Estas pressões orientadas são um factor essencial no metamorfismo regional. Trata-se de uma pressão que varia com a direcção e que, por isso, se distingue da pressão vulgar. Nos níveis mais profundos dos geossinclinais a elevação da temperatura será tão grande que as rochas deixarão de resistir às acções externas e passarão a oferecer as condições da chamada zona de fluência. Tal como o metamorfismo de contacto, também este envolve deformações mecânicas e fenómenos de recristalização e encontra-se intimamente ligado à génese de cadeias montanhosas.

Fonte:

Existem dois tipos de rocha magmática:

  • Rochas magmáticas intrusivas  ou plutónicas – São formadas a partir do resfriamento do magma no interior da crosta, nas partes profundas da litosfera, sem contato com a superfície. Elas só apareceram à superfície depois de removido o material sedimentar ou metamórfico que a recobria. Em geral, o resfriamento é lento e ocorre a cristalização de todos os seus minerais. Normalmente as rochas plutônicas ou intrusivas apresentam uma estrutura maciça. A sua estrutura mais corrente é granular, isto é, os minerais apresentam-se equidimensionais ligados entre si. A classificação detalhada das rochas magmáticas requer um estudo microscópico da mesma.
  • Rochas magmáticas extrusivas ou vulcânicas – São formadas a partir do resfriamento do material expelido pelas erupções vulcânicas atuais ou antigas. A consolidação do magma, então, acontece na superfície da crosta ou próximo a ela. O resfriamento é rapido, o que faz a que estas rochas, por vezes, apresentem material vítreo. Essas rochas têm textura microlítica ou vidrosa (vítrea).

Fonte:

  • Amparo Dias da Silva, Almira Fernandes Mesquita, Fernanda Gramaxo, Maria Ermelinda Santos,Ludovina Baldaia e José Mário Félix, Terra, Universo de Vida – Biologia e Geologia – 10.º ou 11.º (Ano 1),Porto Editora, 2007, 192 páginas, ISBN: 978-972-0-42170-8
  • http://pt.wikipedia.org/wiki/Rocha_ígnea

Observe how sediments are deposited

Observe an animation of clastic sedimentary rocks forming.

1ª Fase – Sedimentogénese – Actividade que conduz à formação de materiais – sedimentos ou detritos – que constituem a matéria-prima das rochas sedimentares.

  • Meteorização – Meteorização é o processo natural de decomposição ou desintegração de rochas e solos, e seus minerais constituintes, por acção dos efeitos químicos, físicos e biológicos que resultam da sua exposição ao factores ambientais (neles se incluindo os factores antropogénicos, isto é devido directa ou indirectamente à acção humana). Em resumo, a meteorização é o fenómeno natural a que estão sujeitos todos os materiais geológicos quando expostos à acção combinada da atmosfera, da hidrosfera, da biosfera e da antroposfera, ocorrendo de forma permanente e generalizada em toda a superfície terrestre, não devendo contudo ser confundida com os efeitos da erosão, embora tenha frequentemente com eles uma relação estreita de causa e efeito. A meteorização é o processo geral pelo qual as rochas são quebradas à superfície da Terra. É por este processo que são produzidas todas as argilas do Mundo, todos os solos e as substâncias dissolvidas que são levadas pelos rios para o oceano.
  • Erosão - A Erosão é a destruição do solo e seu transporte em geral feito pela água da chuva, pelo vento ou, ainda, pela ação do gelo, quando este atua expandindo o material no qual se infiltra a água congelada. A erosão destrói as estruturas (areias, argilas, óxidos e húmus) que compõem o solo. Estas são transportados para as partes mais baixas dos relevos e em geral vão assorear cursos d’água.
  • Transporte - Tal como o nome diz é o transporte dos sedimentos
  • Sedimentação - Sedimentação é um processo de separação em que a mistura de dois líquidos ou de um sólido suspenso num líquido é deixada em repouso. A fase mais densa, por ação da gravidade deposita-se no fundo do recipiente, ou seja, sedimenta. Sedimentologia é a disciplina que estuda as partículas de sedimentos derivados da erosão de rochas ou de materiais biológicos que podem ser transportados por um fluido, levando em conta os processo hidroclimatológicos, com ênfase à relação água-sedimento, ou outros aspéctos geológicos.

2ª Fase – Diagénese - Diagénese, em geologia e oceanografia, refere-se a qualquer mudança química, física ou biológica sofrida por um sedimento após a sua deposição inicial, durante e após a sua litificação, excluindo alteração superficial e metamorfismo. Estas mudanças ocorrem a temperaturas e pressões relativamente baixas e resultam em alterações na mineralogia e textura das rochas. A fronteira entre diagénese e metamorfismo (que ocorre em condições de temperatura e pressão mais elevadas), é gradativa. Após a deposição, os sedimentos são compactados à medida que são enterrados sob sucessivas camadas de sedimentos e cimentados por minerais que precipitam. Grãos de sedimento, fragmentos rochosos e fósseis podem ser substituídos por outros minerais durante a diagénese. A porosidade geralmente diminui durante a diagénese, excepto nos raros casos em que ocorre dissolução de minerais ou dolomitização. O estudo da diagénese em rochas é utilizado na compreensão da sua história tectónica, e a natureza e tipo de fluidos que circularam através delas. De um ponto de vista económico, este estudo ajuda na avaliação da probabilidade de serem localizados vários minerais economicamente importantes e hidrocarbonetos.

  • Compactação – processo pelo qual o material é comprimido até estar completamente depositado. Devido á pressão, certos minerais podem ficar orientados.
  • Desidratação – processo pelo qual a água é extraida da camada.
  • Cimentação - Processo pelo qual os sedimentos se formam numa rocha sólida, única e compacta.

Fonte:

Sistema – conjunto de elementos que interagem de modo organizado. Um sistema possui sempre uma fronteira real ou imaginária

Sistema Aberto - ocorre intercambio de matéria e de energia através dos seus limites.

Sistema Fechado – ocorre intercâmbio de energia através dos seus limites mas não ocorrem trocas de matéria

Sistema Isolado - não ocorre intercambio de matéria nem de energia através dos seus limites.

Subsistemas Terrestres

Hidrosfera – A Hidrosfera é constituida pelos reservatórios de água existentes na Terra.

Geosfera - É representada pela parte sólida, quer superficial quer profunda, da Terra.

Atmosfera – É formada pela camada gasosa que envole os outros subsistemas.

Biosfera – Inclui o conjunto de seres vivos que povoam a Terra, integrados no respectivo meio abiótico.

Fonte:

  • Amparo Dias da Silva, Almira Fernandes Mesquita, Fernanda Gramaxo, Maria Ermelinda Santos,Ludovina Baldaia e José Mário Félix, Terra, Universo de Vida – Biologia e Geologia – 10.º ou 11.º (Ano 1),Porto Editora, 2007, 192 páginas, ISBN: 978-972-0-42170-8
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